- VIA LÁCTIA
A via como passagem, como travessia entre dois mundos, de um plano a outro do cosmos.
Um deles é o da Via Láctea ou Galáxia.
A tradição, principalmente europeia, de se ver nessa luz esbranquiçada um rastro de leite derramado no céu e a origem do
nome vêm de uma história sobre a infância de Hércules, o famoso herói grego.
Metade humano, metade divino, Hércules, para se tornar inteiramente divino, imortal, deveria mamar no seio de uma deusa,
Hera no caso, esposa de Zeus, seu pai divino. Uma versão da história nos diz que foi Hermes quem colocou a criança no seio
da deusa adormecida.
Outra nos revela que foi a deusa Palas Athena quem sugeriu que Hera amamentasse a criança encontrada por ambas, abandonada
no alto de uma montanha. Athena sabia de quem se tratava, Hera não. O que fica, qualquer que seja a versão, é que a criança
abocanhou o seio de Hera com tal violência que a deusa desvencilhou-se dela, jogando-a longe.
O leite então escorre-lhe do seio, deixando um rastro pelo céu.
O universo, como sabemos, tem bilhões de galáxias (gala, grego, círculo de leite). As galáxias, como a nossa, tem bilhões
de estrelas, cerca de 100 bilhões de estrelas.
A Via Láctea tem a forma de uma objetiva; nosso sistema solar está dentro dela, um pequenino ponto dentro da sua imensidão,
além nebulosas, aglomerados estelares, poeira e gás. A visão da galáxia é semelhante à de um rastro de leite, indicador de
uma trilha, um caminho, uma via.
- APOLO
Apolo (em grego: Ἀπόλλων, transl. Apóllōn, ou Ἀπέλλων, transl. Apellōn) Filho de Zeus e Leto, irmão gêmeo de Ártemis.
Uma das divindades principais da mitologia greco-romana, um dos Deuses olímpicos. Depois de Zeus foi o Deus mais influênte
e venerado de todos os da Antiguidade clássica.
As Origens de seu mito são obscuras.
No tempo de Homero eram de grande importância, sendo Apolo um dos mais citados na Ilíada. Descrito como o deus da divina
distância, identificado-se como o sol e a luz da verdade.
Presidia sobre as leis da Religião, sobre as constituições das cidades, símbolo da inspiração profética e artística. Sendo
o patrono do mais famoso oráculo da Antiguidade o "Oráculo de Delfos".
Líder das Musas.
Temido por outros deuses e somente seu pai e sua mãe podiam contê-lo.
Deus da:
- Morte súbita,
- das pragas e doenças,
- Deus da cura e da proteção contra as forças malignas.
- Deus da Beleza,
- da Perfeição,
- da Harmonia,
- do Equilíbrio
- da Razão.
Iniciador dos jovens no mundo dos adultos.
Está ligado à:
- A Natureza,
- às ervas,
- aos rebanhos,
-
Protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros.
Embora tenha tido inúmeros amores, foi infeliz nesse terreno, teve vários filhos.
Foi representado inúmeras vezes desde a Antiguidade até o presente:
- Como um homem jovem nu no auge de seu vigor.
- Com um manto.
- Com um arco e flechas.
- Com uma lira.
- Com algum de seus animais simbólicos (a serpente, o corvo ou o grifo).
- CÉRBERUS
Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego, Κέρβερος – Kerberos = "demônio do poço") era um monstruoso cão de
múltiplas cabeças e pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem,
mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.
Cérbero era filho de Tífon (ou Tifão) e Equídina, irmão de Ortros e da Hidra de Lerna. Da sua união com Quimera, nasceram o
Leão da Nemeia e a Esfinge.
Morfologia
A descrição da morfologia de Cérbero nem sempre é a mesma, havendo variações. Mas uma coisa que em todas as fontes está
presente é que Cérbero era um cão que guardava as portas do Tártaro, não impedindo a entrada e sim a saída.
Quando alguém chegava, Cérbero fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia;
tornando-se um cão feroz e temido por todos.
Os únicos que conseguiram passar por Cérbero saindo vivos do submundo foram: Hermes, Héracles (Hércules), Orfeu, Eneias e
Psiquê.
Cérbero era um cão com várias cabeças, não se têm um número certo, mas na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três
cabeças).
Sua cauda também não é sempre descrita da mesma forma, às vezes como de dragão, como de cobra ou mesmo de cão.
Às vezes, junto com sua cabeça são encontradas serpentes cuspidoras de fogo saindo de seu pescoço, e até mesmo de seu
tronco.
Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Sub-mundo, o reino de Hades, o deus da
morte, ao lado de Perséfone (Deusa da destruição, filha de Zeus e Deméter).
Hades era irmão de Zeus. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos.
Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los.
Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento.
Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas. Quando os
homens morriam eram transportados, na barca de Caronte para a outra margem do rio Aqueronte, onde se situava a entrada do
reino de Hades.
O acesso se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérbero montava guarda.
Para acalmar a fúria de Cérbero, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes
queridos haviam deixado no túmulo.
Seu nome, Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne.
Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e
filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão.
Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.
Cérbero, quando a dormir, está com os olhos abertos, porém, quando o mesmo está de olhos fechados, está acordado.
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